“Pois, vês em um olhar acanhado, a chave da tua salvação…
E não te apercebes do meio em que te inseres, ao provar de minha pele cálida, dos lábios úmidos. Tu ingeres o veneno, crente de que absorves o elixir da cura.
Quisera eu, transportá-lo no baú do esquecimento!
Todavia, a rosa despetalada, fora deveras enfeitiçada pelo beija-flor.
Anseio-te feito quem aguarda o pranto dos céus em pleno deserto.
Extraio estas emoções e semeio-as em minh’alma…
…Outrora, fruto da melancolia.
Recolhes o bom senso, raptas a razão, envolves cada mísero pensamento ao teu, guias os meus passos num veloz bailar de sentimentalismo espontâneo.
O inferno, disfarça-se de paraíso!
Entretanto, olvidas…
Quem és? O que pretendes?
Homem demasiadamente encantador!
No âmago de meu ser, resplandece o genuíno prazer de permanecer em tua presença.
Almejo. Vivencio.
Mergulho nas águas gélidas da saudade, ao desatar os dedos de tuas rígidas mãos.
Os pássaros entoam cantos à lua, ao raiar do sol.
E prossegues a encantar-me…
…Por ventura, o eterno mente?
Quiçá, tua eternamente!”
— Amanda Costa (via garotadolago)
7:55 pm • 29 Maio 2012 • 13 notas